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Alerta para repertório "de bolso" e respeito aos direitos humanos: as orientações da Cartilha de Redação do Enem 2026

Alerta sobre direitos humanos no Enem 2026 com novas orientações essenciais.

Vanessa Almeida
Alerta para repertório "de bolso" e respeito aos direitos humanos: as orientações da Cartilha de Redação do Enem 2026

Mudanças na Cartilha de Redação

Em 2026, a Cartilha de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou por atualizações significativas, mesmo que a estrutura básica permaneça a mesma. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que publicou o documento, mantém os cinco critérios de avaliação do exame, cada um sendo atribuído com até 200 pontos, totalizando uma pontuação máxima de mil.

Dentre as principais alterações, destacam-se:

  • Atualização de exemplos utilizados na avaliação da redação;
  • Reforço de orientações sobre argumentação e proposta de intervenção;
  • Inclusão de adaptações para estudantes com necessidades especiais, como dislexia e transtorno do espectro autista (TEA).

As provas do Enem ocorrerão em dois dias: 8 e 15 de novembro, sob a mesma estrutura de aplicação que anos anteriores, onde a redação faz parte do primeiro dia junto com outros testes sobre linguagens e ciências humanas.

Competências essenciais para a redação

Para receber uma boa nota, os candidatos devem estar atentos às cinco competências que serão avaliadas:

  1. Domínio da escrita: A habilidade de escrever corretamente em língua portuguesa, com clareza e coesão.
  2. Compreensão do tema: A capacidade de entender a proposta de redação e utilizar conhecimentos de várias áreas para fundamentar o texto.
  3. Seleção e organização: Saber como organizar informações e argumentos de maneira lógica e coerente.
  4. Uso de coesão: Aplicar mecanismos que garantam a fluidez do texto e a relação entre suas partes.
  5. Proposta de intervenção: Desenvolver uma solução que respeite os direitos humanos para o problema abordado no texto.

A redação será corrigida por, no mínimo, dois avaliadores independentes, e a média das notas atribuídas determinará a nota final. Caso haja discrepâncias significativas entre as notas, um terceiro avaliador poderá ser convocado.

Importância do repertório 'de bolso'

A nova cartilha enfatiza o conceito de repertório de bolso, que se refere ao uso de citações, conceitos ou referências que podem ter sido memorizados, mas não necessariamente aplicados de maneira contextual. O Inep não proíbe referências comuns, mas alerta para o uso inadequado delas como estratégias superficiais.

Um repertório de qualidade deve:

  • Estar relacionado ao tema proposto;
  • Contribuir efetivamente para a argumentação apresentada;
  • Ser bem interpretado e integrado de forma a fortalecer a tese defendida.

A cartilha oferece exemplos, como o uso de obras literárias ou cinematográficas que dialogam diretamente com o tema introduzido. Por exemplo, discutir a valorização do envelhecimento através de textos clássicos ou filmes que abordam o assunto de maneira pertinente.

Dicas para proposta de intervenção

Os candidatos precisam incluir uma proposta de intervenção clara e viável em suas redações, em vez de simplesmente descrever problemas. A cartilha sugere cinco componentes fundamentais para que a proposta seja considerada completa:

  • Agente: Quem realizará a ação? (Ex: governo federal)
  • Ação: O que será feito? (Ex: implementação de políticas públicas)
  • Meio ou modo de execução: Como isso será realizado? (Ex: programas e investimentos específicos)
  • Finalidade: Qual é o objetivo da ação? (Ex: proteção da população idosa)
  • Detalhamento: Descrever como a intervenção promoverá um envelhecimento digno.

Propostas genéricas ou superficiais não são suficientes. O que se espera é uma ação concreta que tenha um impacto direto no problema abordado.

Critérios que podem zerar sua redação

Ainda que as normas gerais para zerar a redação não tenham mudado, os candidatos devem estar muito atentos aos critérios que podem levar a nota zero:

  • Não seguir o tema proposto: Fugir completamente do assunto abordado na redação.
  • Desvio do formato esperado: Não apresentar um texto dissertativo-argumentativo.
  • Folha em branco: Entregar uma folha sem conteúdo escrito.
  • Muito pouco conteúdo: Ter um texto manuscrito de até sete linhas ou 10 linhas em Braille.
  • Uso de impropérios: Incluir palavrões, desenhos ou qualquer forma de anulação intencional.
  • Identificação inadequada: Marcar o nome do candidato fora do espaço adequado.
  • Texto ilegível ou em língua estrangeira: Apresentar conteúdo que não seja compreensível ou predominantemente em outro idioma.
  • Citações copiadas: Trechos que são retirados diretamente da proposta de redação ou do caderno de questões não são contabilizados.

É importante ressaltar que ter um título não é obrigatório, mas se escolhido, deve ser elaborado com cuidado para não causar anulações potenciais por meio de símbolos ou impropérios.

A relação com os direitos humanos

A proposta de intervenção apresentada na redação deve sempre respeitar os direitos humanos. Caso a redação indique qualquer tipo de violação a esses princípios, a pontuação será zerada na Competência V. Isso inclui propostas que incitem violência ou que promovam a ideia de "justiça com as próprias mãos".

A edição de 2026 também cita exemplos relacionados a violações que envolvem a população idosa, mostrando a necessidade de garantir um tratamento respeitoso e igualitário a todos os cidadãos, independentemente de sua idade.

Exemplos práticos para 2026

Na nova cartilha de 2026, é fundamental demonstrar que o repertório utilizado realmente contribui para a discussão com um argumento forte e fundamentado. Usar referências conhecidas de forma mecanicamente decorada é entendido como um uso ineficaz e prejudicial para a redação. Repertórios que se conectam com a proposta, como obras que dialogam diretamente sobre envelhecimento, são mais valorizados na avaliação.

Estudantes devem buscar integrar tais referências com a argumentação, explicando como cada uma delas agrega valor à tese defendida e qual papel desempenham na construção de uma solução.

O que não fazer na redação

Os candidatos devem evitar práticas que possam comprometer a qualidade e a integridade de suas redações. Algumas ações a serem evitadas incluem:

  • Colocar citações irrelevantes que não ajudam a fortalecer a argumentação;
  • Fazer generalizações excessivas sem respaldo ou evidência;
  • Usar aparatos decorativos que não fazem parte de uma estrutura dissertativa;
  • Ignorar as orientações sobre respeito aos direitos humanos;
  • Não dedicar tempo suficiente à organização do texto, que deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão bem definidos.

Toda essa estratégia de evitar erros e investir em um texto bem elaborado pode fazer toda a diferença na nota final da redação.

Dicas de preparação para a prova

Com a proximidade do Enem, é essencial ter uma boa estratégia de preparação. Algumas dicas práticas incluem:

  • Leitura diária: Mantenha-se informado sobre diferentes temas, parecido ao estilo de temas que podem ser propostos na redação.
  • Prática de escrita: Realize redações de acordo com temas passados do Enem e revise atentamente as correções.
  • Discussão em grupo: Participe de grupos de estudo onde é possível debater temas e trocar informações sobre argumentações.
  • Simulação de prova: Realize simulados em condições semelhantes às da prova oficial, cronometrando o tempo de escrita e revisão.
  • Análise de redações nota máxima: Estude redações bem avaliadas para entender o que é bem visto pelos avaliadores.

Preparar-se bem é essencial não apenas para a redação, mas para o Enem como um todo. Cada detalhe nos estudos pode fazer a diferença no seu desempenho.

Análise das atualizações em relação a 2025

Comparando a cartilha de 2026 com a de 2025, pode-se perceber que as estruturas centrais não mudaram. Continuamos a ter cinco competências a serem avaliadas, com a mesma pontuação e critérios, mas as atualizações trouxeram exemplos mais relevantes e atuais que ajudam na compreensão do que é esperado na redação. A mudança principal reside na ênfase em entender o tema, construir um argumento sólido e apresentar soluções práticas, em vez de apenas decorar conteúdos. Essa nova abordagem reforça a ideia de que a construção do conhecimento é essencial para uma boa redação.

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Autor
Vanessa Almeida

Vanessa Almeida

Profissional com passagens por Designer Gráfico e gestões e atuação nas editorias de economia social em sites, jornais e rádios. Aqui no site Jornal a Ilha cuido sobre quem tem direito aos Benefícios Sociais.

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